A máscara de Deus

Por Cícero Brasil Ferraz, pastor da IP Vila Maria, a ser publicado no boletim do dia 29/11

Como Deus é? Onde ele habita? Como o mundo pode conhecer a Deus? A presença de Deus não é mais encontrada no tabernáculo do Antigo Testamento, nem no Sinai, nem no templo de Jerusalém. Deus escolheu fazer morada em pessoas comuns, até mesmo chatas, como você e eu. Olho à minha volta, aos domingos, para as pessoas que enchem os bancos da igreja, e observo o “risco” que Deus assumiu. Por alguma razão, Deus agora se revela no mundo não por uma coluna de fogo ou de fumaça, nem pelo corpo físico de seu Filho na Galileia, mas pela coleção “miscigenizada” que compõe a minha igreja e todas as outras que se reúnem em nome de Deus.

Neste mundo caótico e confuso, somos chamados a partilhar da representação de como é Deus; a dar forma a Deus afinal na terra. Lutero, aceitavelmente, chamou-nos de “máscara de Deus” porque, segundo ele, o mundo não suporta a força direta da sua glória e assim Deus usa seres humanos como expressão dele mesmo.

O apóstolo Paulo nunca pareceu se recuperar do choque dessa verdade. Levou as questões corriqueiras de Corinto tão a sério porque acreditava que elas refletiam não somente Corinto, mas também Deus. Para o mundo que nos observa, somos prova de que Deus está vivo. Mostramos de modo visível a forma que o Deus invisível tem.

Quando o crítico como você e eu olhamos para essa forma, facilmente desanimamos, porque a maior parte do tempo damos uma apresentação muito pobre de como é Deus. Contudo, quando volto a um livro como I Coríntios, tenho um respectivo surto de esperança. A quem Paulo estava escrevendo aquelas preciosas palavras dos capítulos 12 a 14? À turba heterogênea de coríntios: idólatras, adúlteros, promotores de escândalos e outros. Todos ali, juntos, sendo trabalhados pela graça de Deus que os amou, salvou, chamou e santificou.

Não conheço nenhuma igreja que atualmente preencha a promessa de todas as metáforas vimos aqui. Contudo toda a igreja representa a promessa e oferece um sussurro de esperança. Mesmo imperfeitos, certamente, todos revelamos algum aspecto do formato do Corpo de Deus. Humanos, causamos grande dor a Deus; no entanto, ele permanece apaixonado. Sempre se envolvendo conosco. Não deveríamos ter essa mesma atitude para com a igreja a que pertencemos?

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