O caminho do discipulado

Por Rev. Cícero Brasil Ferraz – publicado no boletim nº 10 de 7/março/2010

Vimos no boletim passado que comunicarmos verdades espirituais de forma carnal é o jeito mundano de comunicarmos o estilo de vida cristã. É o mesmo que tentarmos colocar uma roupa da gala em um homicida, como se isso o fizesse melhor.

A congregação local é a comunidade para escutar as ordens de Cristo e a elas obedecer, para convidar pessoas a levar em consideração o convite de Jesus – “Siga-me” – e a Ele atender. Um lugar e uma comunidade para adorar a Deus. É um lugar e uma comunidade onde somos batizados numa identidade trinitária e continuamos a amadurecer “atingindo a medida da plenitude de Cristo” (Ef 4.13) quando podemos receber o ensinamento das Escrituras e aprendemos a discernir as formas pelas quais seguimos a Jesus, o Caminho.

Infelizmente, o que temos visto nas igrejas chamadas evangélicas é o jeito do mundo ser, como seus slogans fáceis de lembrar e imagens arrebatadoras, que denigrem aquilo que é real; e suas formas sistemáticas de lidar com as pessoas desintegram o pessoal, substituindo intimidades por funções. É inegável atualmente que se substitui o caminho de Jesus pelo caminho evangélico, ao qual normalmente nos referimos como substituto do discipulado. Para os cristãos que levam a sério seguir a Jesus, procurando compreender e adotar as formas pelas quais Jesus é o Caminho, essa desconstrução da congregação cristã é demasiado desalentadora e um preocupante transtorno do caminho de Jesus.

A igreja moderna está muito mais preocupada com o “que” faria Jesus do que o “como” faria Jesus. Não posso seguir a Jesus escolhendo qualquer caminho que me agrada. Meu ato de segui-lo deve condizer com sua condução. O caminho que Jesus aponta e o caminho que eu sigo devem ser simbióticos. E essa simbiose não é tratada com seriedade e profundidade suficientes nas igrejas evangélicas do século XXI.

Os evangelistas nos chamam atenção pelo fato de seguirem do que quer que a cultura imponha como carismático, bem-sucedido, rico e de um fluente líder, mas este modelo não é o modelo do discipulado, não é o modelo da cruz.

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