Archive for junho \18\UTC 2010

Convite culto contemporâneo

18/06/2010

Convide seus amigos, compareça!!!

Ei ! Jesus morreu por você!

15/06/2010

A Igreja Presbiteriana do Jardim da Glória realiza há 10 anos uma programação semestral entitulada “Acorde pra Vida”. O objetivo nesse dia é demonstrar todo o louvor e adoração que dedicamos ao nosso Deus por meio da palavra, da comunhão e principalmente da música!

É através de nossos dons e talentos que Deus tem nos dado meios para evangelizar e contar da Novidade (2008) que  Ele trouxe ao entregar sua vida por amor a nós. E Quanto Amor (2009)!

É assim que podemos responder a tantas perguntas que fazemos como “Por que estou aqui?” ou até “Quem sou eu? (2009)”

Hoje sabemos que somos especiais e só temos a agradecer ao nosso amado Senhor! Venha comemorar a sua vida com os jovens do Jardim da Glória!

Acorde pra Vida, pois Ele Vive (2010) !

Texto: Débora Salles

Palestra ‘Uma igreja relevante para o pobre’

10/06/2010

O “Ministério Missão na Íntegra” e “Portal Missão Integral” convida para sua próxima palestra que será realizada no dia 12 de Junho (sábado), com o Pr. Ariovaldo Ramos.

(UMA IGREJA RELEVANTE PARA O POBRE)

  • Data: 12 de Junho (Sábado)
  • Palestrante: Ariovaldo Ramos
  • LocalSeminário Servo de Cristo (ao lado da Estação Vila Mariana)
  • Tema: “Uma Igreja Relevante para o Pobre”
  • Louvor:
  • Inicio: 10:00
  • Intervalo:11:15
  • Almoço 12:30
  • Retorno: 13:30
  • Intervalo: 14:45
  • Término Previsto: 16h

Igreja vai até lixão

08/06/2010

Publicado originalmente por Gleydice Bernardes no Paralelo 10 em http://ultimato.com.br/blogs/paralelo10/category/bom-tempero/

O Seminário Teológico do Betel Brasileiro e Ação Evangélica (SETEBRAE) em Campina Grande, PB, tem como filosofia e prática a missão integral. Esse assunto é abordado em todas as matérias, é desenvolvido no estágio prático dos alunos e no Centro de Atividades Missionárias (CENAM).

Além disso, o seminário oferece as disciplinas Missão Integral I e II, nas quais os alunos recebem bases bíblicas, teológicas e históricas sobre o tema, definições, bem como indicações de igrejas, organizações ou instituições e movimentos contemporâneos que cumprem a missão integral. Também são usados os Guias Pilares e os recursos Roots da Tearfund.

Os alunos são treinados com material que lhes capacitam a mobilizar igrejas e comunidades. Logo após, uma igreja local e comunidade (os chamados protótipos) são escolhidas. Lá os alunos trabalham com mobilização a fim de dar continuidade a um projeto de transformação social na comunidade em que a igreja está inserida.

Uma de nossas alunas, Quézia, membro da Igreja Congregacional Ebenézer, no bairro do Catolé, em Campina Grande, PB, absorveu de tal forma os ensinos do seminário que está causando mudanças em sua igreja. Certo domingo pela manhã, no mês de fevereiro, Quézia, pr. Moisés (seu esposo) e alguns líderes da igreja, “já contaminados” pela missão integral, resolveram fazer uma surpresa para os alunos da Escola Bíblica Dominical.

Os alunos foram avisados com antecedência de que deveriam ir vestidos de forma simples e à vontade naquele dia. Quézia e os outros conseguiram um ônibus, e levaram os irmãos para um passeio. No caminho começaram a explicar que todos estavam indo para o lixão da cidade afim de conhecer a realidade de algumas pessoal ali. Não demorou muito até chegarem ao local e, diante da paisagem de urubus, lixo, adultos e crianças, misturados, logo os poucos que reclamavam estavam sugerindo ações para ajudar àquelas pessoas. Todos os alunos desceram e passaram horas ali, mais tempo do que tinham planejado, conversando e orando com aquelas pessoas.

Ao voltar, aquela igreja não foi mais a mesma! Para a liderança, o segundo passo é ensinar a igreja o que realmente é missão integral, para que não se desdobrem em ações mal planejadas, baseadas em emoções. E é isso que já começaram a fazer. A visita ao lixão foi o meio que encontraram para impactar aquela igreja quanto à sua responsabilidade social, um ponto de partida que fez grande diferença. Hoje, a igreja sonha em ajudar na mudança da realidade daquelas pessoas como prática do verdadeiro cristianismo.

Gleydice Bernardes é professora do SETEBRAE, membro da ACEV e amiga do Paralelo 10.

Lausanne III – O desafio da Missão Integral hoje e os 150 anos da Missão Presbiteriana no Brasil

02/06/2010

Em 2009, comemorou-se na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro — chamada pelas suas linhas neoclássicas de “Catedral Presbiteriana” — os 150 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil. Poderia ter sido comemorada a organização da primeira igreja (em 1862), ou a organização do primeiro sínodo (1888), mas em vez disso, a data marca o dia do desembarque do casal de missionários, Helena e Ashbel Simonton, no porto do Rio de Janeiro, no dia 12 de agosto de 1859.

Porque o mais importante na vida da Igreja é sua Missão. Igreja é Missão e por ela se define. Suas atividades todas precisam ser “missionárias” e aí está a primeira palavra a ser vivida.

Ironicamente, no mesmo dia em que o Congresso Nacional rendia-se à Concordata com o Vaticano, reconhecendo privilégios especiais para a Igreja Católica Romana e seus representantes, instituindo o Ensino Religioso Católico nas escolas públicas de todo o Brasil — revogando, na prática, o decreto de 1891 que separou a Igreja do Estado Republicano — neste dia inesquecível, em 12 de agosto de 2009, em um culto protestante, estiveram presentes todas as esferas do Poder Executivo brasileiro: federal, estadual e municipal.

O que disseram e o que significa esta presença?

O Presidente, Luís Inácio da Silva, lembrou o papel educacional da Igreja. O Governador, Sérgio Cabral, rememorou a luta dos protestantes cariocas em defesa da liberdade de culto e de expressão — enfatizando que, no centenário da Igreja, um presidente ameaçado de não tomar posse, Juscelino Kubistchek, participou do mesmo culto, no mesmo lugar. O prefeito, Eduardo Paes, lembrou a atuação da Igreja através dos hospitais, asilos, orfanatos e educandários, destacando sua importância para a cidade.

Não se falava a respeito da “Missão Integral” à época de Simonton. Aliás, nem havia uma Teologia da Missão muito clara. Mas a Igreja já era, em todas as suas ações, essencialmente missionária.

Como bem observa o Pacto de Lausanne, a tentativa de separar a Missão “Espiritual” dos outros aspectos da Missão só empobrece (ou anula) o que a Igreja sempre fez, faz e fará. Muita gente, como Simonton, fazia e faz Missão Integral sem o saber — Ashbel era um jovem, de 26 anos, claramente preocupado com a abolição da escravatura, com as questões sociais e com a educação popular.

Na prática, a teoria é viva

Nossa Igreja brasileira carece de fundamentação teológica para o que faz e, quase sempre, a prática é anterior à teoria em todas as atividades eclesiásticas — desde o culto até a organização das comunidades. Para alguns, isto é um equívoco; para outros, esta falta de teorização é uma virtude.

Se é vício ou virtude, não sei; mas o que sei é que Simonton já escrevia, há 150 anos atrás, sem uma base teórica mais acurada, o retrato de um país que ainda nos envergonha — e um desafio para lá de atual. “O Evangelho dá estímulo a todas as faculdades do homem e o leva a fazer maiores esforços para avantajar-se na senda do progresso. Se assim não suceder entre nós, a culpa será nossa. Se a nova geração não for superior à atual, não teremos cumprido nosso dever”.

Uma Igreja Educadora

Simonton acreditava que o papel da Igreja — em sua Missão — é educar. Projetos de alfabetização, de educação popular e de associação de moradores estavam sempre surgindo de sua atividade, ainda que não houvesse em seus documentos e textos uma “teologia da Educação”.

Sobre a educação, observa o Missionário que “faltam professores e professoras com a prática necessária para desempenharem esta Missão e o governo ainda não admite a instrução livre. Mas é necessário não cedermos a nenhum obstáculo. Embora não seja possível desde já fazer o que se quer, devemos ter sempre em vista como alvo a instrução e a educação da nova geração. Sendo este meio indispensável, temos razão em esperar que Deus nos deparará os meios de atingi-lo”.

Para Simonton, ao lado de cada Igreja deveria haver uma escola, sendo a igreja também educadora das massas. Digno de nota é o registro histórico de que havia uma presença maior de pessoas nas salas de aula do que nos salões de culto. Por vezes, o número de pessoas matriculadas na Escola Bíblica Dominical — o dobro e, às vezes, o triplo — superava em muito o número de adoradores.

Que Igreja somos?

Hoje, temos uma Igreja cuja ênfase é a adoração, em especial música gospel. Temos dificuldade de convocar os crentes para o Estudo Bíblico e não nos impressiona mais ver uma sucessão de escândalos, inclusive o escândalo de perceber que até mesmo a importância da separação entre Igreja e Estado, tão cara aos missionários do século XIX, é tão rara entre os que se misturaram aos colonizadores e adeptos do imperialismo comercial e financeiro.

O Século XX nos lembra que a Teologia da Missão procurou separar claramente os papéis da Igreja e do Estado — em particular diante das políticas públicas e da educação das massas. A Igreja é consciência do Estado e balança da Justiça nas mãos de Deus. Mas, por vezes, ela tem se permitido ser cooptada. Outras vezes tem tentado cooptar o Estado para fins que nunca justificam os meios.

E ainda tem mais

Além destas questões que nos desafiam, há outras. Listo as mais urgentes, para não mencionar tudo. A questão ambiental (mais visível), a questão sensível e violenta das drogas (lícitas e ilícitas), a situação da mulher que tem sempre recebido atenção dos que já atuam em Missão Integral.

Mas, agora, permito-me a apontar as grandes lacunas — que já eram ocultas nos dias de Simonton —, porque há temas mais invisíveis entre os mais invisíveis dos latino-americanos: os idosos, os presos e indígenas.

Por que aqueles que buscam recuperar e salvar a humanidade sempre vão adiante dos centros que refletem sobre o que já foi feito? O Brasil será um país de idosos em breve. Um país idoso e automedicado com ansiolíticos. Que efeitos isto terá em nossa Missão? Temos, atualmente, cerca de 500 mil presos — com um sem número de mortes violentas entre os jovens que já foram ou ainda estão em situação de risco social (entre 18 e 30 anos).

Será que alguém já enxergou estes campos brancos para ceifa?

Por André Mello, pastor da Igreja Presbiteriana de Copacabana, jornalista e antropólogo. 19/3/2010 12:49:05

Quem quiser saber sobre o Pacto de Lausanne, na íntegra, segue o link para o texto:
http://www.usina21.com.br/novo/pagina.asp?id=172