Archive for the ‘Missões’ Category

Seja voluntário, é amanhã!!

28/10/2011

Trabalhe como voluntário neste sábado, para mais informações, fale com o Bruno Yamazaki no email: <bruno.yamazaki@siemens.com>

Terá café da manhã às 8h na Igreja Presbiteriana de Jd. Marilene
Endereço: Rua Dom Jorge Mascarenhas, 68 – Jd Marilene   – pertinho da escola

 

 

 

Conferência Missionária na IPVM

21/09/2011

Programação para toda a igreja!!

É neste sábado e domingo

Ore por missões

03/08/2011

Há pessoas pregando e até morrendo por isso. E você?

Conferência Missionaria – esta semana!!

27/07/2011

De quarta (amanhã) a domingo terá Conferência Missionaria na IP Betel de Guarulhos, vale a pena!!!

 

Visão missionária

21/07/2011

Por  Pr. Amós Cavalcanti, de Viña del Mar – Chile

Tendo a pensar que o conceito popular de “visão missionária” é equivocado. Porque se supõe que o cristão o desenvolve ao longo de sua jornada cristã. O conceito de “visão missionária” como se costuma pensar, a separa do próprio DNA do cristão, fazendo da obra missionária algo opcional. É claro que não cremos nisso, nem pregamos esse tipo de mensagem, pelo contrário, enfatizamos a responsabilidade missionária pessoal e coletiva com base no argumento de que todos somos missionários por ser cristãos.

“…fiquemos somente com o evangelho, porque a missão é o evangelho”

No entanto, quando afirmamos: “minha igreja não tem visão missionária” ou “tal pessoa não tem visão missionária” estamos afirmando que esta igreja ou pessoa não se envolveu plenamente com a “área” de missões.

Transformar a missão em um departamento foi o que determinou sua irrelevancia para a espiritualidade cristã. Porque se a missão é um departamento, as pessoas podem argumentar que não tem interesse por esse tema, e sim, por outros temas ou áreas de interesse. Argumentos como “não é o meu dom” ou “não tenho chamado para isso” são abundantes nesse contexto. São frutos dessa departamentalização da missão, da institucionalização da missão, relegando-a somente a poucos entendidos e interessados.

É por isso que eu creio que devemos libertar a missão do gueto dos departamentos missionários, que se sentem os “donos da missão” e abandonar este conceito popular de “visão missionária”. No lugar dela, fiquemos somente com o evangelho, porque a missão é o evangelho. O evangelho não é só a mensagem que pregamos, não é o conteúdo da missão, ele é a própria missão.

“A declaração de Jesus (em Mt 28.19) indica que o evangelho é um movimento, a missão é um movimento, é a ação de ser parecido com Jesus e levar outros a este mesmo caminho.”

O evangelho é a graça de Deus sendo derramada através de Cristo ao mundo, num processo que Ele mesmo começou e que nos encomendou quando disse: “ide e fazei discípulos de todas as nações” Mt 28.19.

A declaração de Jesus indica que o evangelho é um movimento, a missão é um movimento, é a ação de ser parecido com Jesus e levar outros a este mesmo caminho. Nestes famosos versículos de Mateus, Jesus nos indica que temos uma responsabilidade quanto ao mundo, que “fazer missão” é viver a prática do discipulado, e que isso não será feito segundo a nossa força ou autonomia somente, mas que estamos sendo enviados sob sua autoridade e cobertos pela sua presença.

ONG da banda Jars of Clay celebra a chegada de água a milhares de pessoas na África

26/05/2011

Vencedor de prêmios importantes da música como Dove e Grammy, o Jars of Clay tem feito muito mais que vender milhões de álbuns e tocar sua música nas rádios e na TV.

Eles decidiram mudar redicalmente as condições de vida de pessoas carentes através de uma ONG humanitária. Sediada em Nashville, Tennesse, a Blood:Water Mission, foi fundada por eles em 2005. Seus objetivos eram minimizar a crise da epidemia de HIV/AIDS na África e, ao mesmo tempo, oferecer fontes de água potável para a população carente.

Em seus seis anos de existência, a organização abriu poços, criou sistemas de trasporte de água potável e mudou a vida de mais de 600.000 pessoas, em 1.000 comunidades espalhadas por 11 países africanos.

Para comemorar a conclusão da primeira fase da missão e a abertura dos primeiros 1.000 poços, eles realizaram um evento chamado “Well Done: Celebration” no dia 10 de maio.

O governador do Tennesse, Bill Haslam, esteve presente e testemunhou que seus filhos lhe falaram sobre o projeto. Ele parabenizou a banda e assumiu o compromisso de se envolver pessoalmente. Também foram mostrados relatos interessantes como o de uma aldeia na Zâmbia chamada Chipulukusu, que significa “maldita” na língua local. A origem do nome é por causa da falta de água e da constante epidemia de cólera que dizimou parte de sua população. Hoje a aldeia passou a ser conhecida como Mapalo, que siginifica “abençoada”, porque existe água potável e a cólera não é mais um problema.

O lema da fundação é: “US$ 1 pode fornecer água limpa para uma pessoa na África durante um ano inteiro”. Os membros da banda começaram a divulgar esse apelo em seus shows e os fãs responderam rapidamente. Há notícias de pessoas que começaram a vender bolos e limonada nas escolas e universidades e enviar o lucro para a fundação. Sem patrocínio de grandes empresas, o que começou como uma visão humanitária de uma banda de quatro músicos tornou-se um movimento que se espalhou entre os fãs na internet, tocando e inspirando milhares de pessoas. Com um dólar de cada vez, os mil poços previstos originalmente foram abertos. Agora, eles dizem que isso foi apenas o começo.

A banda divulgou que a noite comemorativa rendeu cerca de cem mil dólares em doações do público e de outros músicos. Todo o valor será investido na construção de mais poços este ano. É possível saber mais sobre o projeto AQUI e no site da ONG.

A banda convidou um grupo de amigos e artistas, como Hanson, Eric Wainaina & The Mapinduzi Band (do Quênia), Derek Webb, Sandra McCracken e Charlie Peacock. Líderes de diversas comunidades na África também estavam presentes.

Foi exibido durante o show um vídeo que o vocalista Dan Haseltine fez durante sua viagem à Zâmbia juntamente com a ONG Food for the Hungry. Os espectadores puderam ver o que mudou na vida das pessoas que foram beneficiadas com os poços. Dan declarou: “É uma sensação muito boa saber que somos parte da história dessas pessoas, acreditando que elas podiam prosperar e sobreviver, e pudemos contribuir para tornar a realidade melhor para elas”.

Fonte: Agência Pavanews, com informações de Todays Christian Music e Urban Christians, e também em http://ultimato.com.br/sites/jovem/2011/05/20/ong-da-banda-jars-of-clay-celebra-a-chegada-de-agua-a-milhares-de-pessoas-na-africa/

Carta da UMP São Paulo: VIDA EM MISSÃO

07/05/2011

Nós, jovens do Estado de São Paulo, das cidades de Barueri, Botucatu, Caieiras, Carapicuíba, Cubatão, Guarulhos, Registro, Santana de Parnaíba, Santos, São Bernardo, São José dos Campos, São Paulo, Sete Barras e Tatuí, reunidos nos dias 8 a 10 de abril para o Workshop sobre Missões da UMP São Paulo, estudamos sobre “A missão da Igreja no contexto da Missio Dei” e queremos compartilhar com nossos pastores, igrejas e demais jovens do Estado de São Paulo aquilo que aprendemos.

Diante de todos os desafios da sociedade contemporânea, reafirmamos que cremos e testemunhamos que Deus é o criador de todos e de todas as coisas, sendo o único e soberano senhor de tudo o que existe, que ele é um ser pessoal e próximo, justo, bom, fiel, cheio de amor, graça, misericórdia e perdão, a fonte de toda a alegria e paz, o único caminho de salvação e transformação do ser humano, por isso nosso libertador, consolador, mestre e amigo.

Por outro lado, também queremos declarar nossa visão, respaldada pelas Escrituras, de que o homem de nossos dias está morto e perdido em seus pecados, pois é egoísta, idólatra, consumista, depravado, maldoso, agressivo, ingrato, narcisista, descomprometido e acomodado, por isso vive sem sentido, vazio, solitário, inseguro, iludido, frustrado, aflito, carente, dependente de muitas coisas, volúvel, inconsciente e inconsequente, cheio de superstições, doenças e vícios.

Acima de tudo, proclamamos que como fruto de sua natureza Deus está agindo com vistas a restaurar o homem perdido de nossos dias. Assim ele mostra sua justiça e poder disciplinando, quebrantando e chamando o homem ao arrependimento. Mas também demonstra seu amor, graça e misericórdia na pessoa de Jesus Cristo, seu Filho, resgatando, reerguendo, perdoando, consolando, libertando, enfim redimindo e salvando o pecador e mostrando o caminho a seguir. Ao mesmo tempo ele mostra a sua fidelidade oferecendo proteção, sustento, cura, sentido de viver, alegria, paz, esperança.

Por isso, nós, além de proclamar as virtudes de Deus e suas maravilhosas obras, nos comprometemos a participar do que Deus está fazendo, passando a agir em favor do homem, saindo da zona de conforto, negando a nós mesmos, revendo nossas prioridades e doando-nos, numa vida coerente, santa, verdadeira e em sintonia e submissão à vontade de Deus. Demonstraremos nosso amor orando, pregando, testemunhando e discipulando com perseverança, paciência e perdão. Buscaremos coragem para isso, pois queremos temer a Deus e não aos homens.

E desafiamos nossas igrejas e nossas mocidades para que haja maior comprometimento, participação e envolvimento com a obra de Deus e o serviço ao mundo, a busca de santificação, contribuição social e olhar para fora. Nosso desafio e oração são para que nossos irmãos também sejam confrontados com o seu pecado, exortem uns aos outros, saiam da zona de conforto, revejam suas prioridades e priorizem as obras de Deus, e passem a romper barreiras construídas que nos impedem de amar e interceder pelo próximo, de fazer a diferença nos bairros e cidades onde Deus os colocou, mostrando a fundamental relevância, necessidade e utilidade do evangelho, saindo para buscar e salvar o perdido em nome de Jesus. Propomos dedicação à evangelização e ao discipulado, à contribuição social prioritariamente local, à contribuição financeira com projetos que promovem esses objetivos.

 Aprendemos que Deus continuará a realizar a sua obra sem nós, mas nós não seremos servos de Deus se não estivermos envolvidos com sua obra. Assim, não há igreja que não esteja em missão, mas há muito mais missões que nós e nossas igrejas podemos realizar.

Cremos que assim todos reconhecerão a glória e o senhorio do Senhor Jesus.

São Paulo, 10 de abril de 2011

João Calvino, o Evangelista em Genebra

30/03/2011

Publicado originalmente no site Monergismo.com: http://monergismo.com/?p=1715

por Dr. Joel Beeke

Calvino acreditava que devemos fazer uso total das oportunidades que Deus dá para evangelizar. “Quando uma oportunidade para edificação se apresenta, devemos perceber que uma porta foi aberta para nós pela mão de Deus a fim de que possamos introduzir Cristo naquele lugar e não devemos nos recusar a aceitar o generoso convite que Deus nos faz”, ele escreve. [1]

Por outro lado, quando as oportunidades são restritas e as portas do evangelismo estão fechadas ao nosso testemunho, não devemos persistir em tentar fazer o que não pode ser feito. Ao contrário, devemos orar e buscar outras oportunidades. “A porta está fechada quando não há expectativa de sucesso. [Então] temos que tomar um caminho diferente ao invés de desgastarmos-nos em vãos esforços para alcançá-los”, Calvino escreve. [2] Entretanto, dificuldades para testemunhar não são desculpas para deixar de tentar. Para aqueles que estavam sofrendo restrições e perseguições severas na França, Calvino escreveu: “Vamos, cada um, empenhar-nos em atrair e ganhar para Jesus Cristo aqueles que pudermos”. [3] “Cada homem deve cumprir seu dever sem ceder a qualquer impedimento. No fim, nosso esforço e nossas fadigas não falharão; eles receberão o sucesso que ainda não aparece”. [4]

Vamos examinar neste artigo a prática de evangelização de Calvino em sua congregação e na sua própria cidade de Genebra.

Com freqüência pensamos em evangelização hoje apenas como a obra regeneradora do Espírito e da conseqüente recepção de Cristo pelo pecador através da fé. Por isto, rejeitamos a ênfase de Calvino na conversão como um processo contínuo envolvendo a pessoa como um todo.

Para Calvino, evangelização envolve um chamado contínuo e autoritativo ao crente na igreja para exercer a fé no Cristo crucificado e ressurreto. Esta convocação é um compromisso para a vida toda. Evangelização significa apresentar Cristo de modo que as pessoas, pelo poder do Espírito, possam vir a Deus em Cristo. Mas também significa apresentar Cristo de modo a que o crente possa servi-lo como Senhor na comunhão da Sua igreja e no mundo. Evangelização requer edificar crente na fé mais santa de acordo com os cinco princípios-chave da Reforma: Sola Scriptura, Sola Fide, Sola Gracia, Solus Christus, Sole Deo Gloria.

Calvino foi um notável praticante deste tipo de evangelização dentro de sua própria congregação. Para Calvino, o evangelismo começa com a pregação. Como escreve William Bouwsma: “Ele pregava regularmente e com freqüência: no Velho Testamento nos dias de semana às seis da manhã (sete no inverno), alternadamente; no Novo Testamento, nas manhãs de domingo e nos Salmos, no domingo à tarde. Durante a sua vida ele pregou, neste sistema, cerca de 4.000 sermões depois do seu retorno a Genebra: mais de 170 sermões por ano”. Pregar era tão importante para Calvino que, quando estava rememorando as realizações da sua vida, no seu leito de morte, ele mencionou seus sermões na frente dos seus escritos. [5]

O intento de Calvino na sua pregação era evangelizar tanto quanto edificar. Em média ele pregava em quatro ou cinco versículos do Velho Testamento e dois ou três versículos do Novo Testamento. Ele refletia sobre uma pequena porção do texto de cada vez, explicando primeiro o texto e depois, aplicando-o às vidas da sua congregação. Os sermões de Calvino jamais eram curtos na aplicação; ao contrário, a aplicação era mais longa do que a exposição em seus sermões. Os pregadores devem ser como pais, ele escreveu, “dividindo o pão em pedaços pequenos para alimentar seus filhos”.

Ele também era sucinto. Como o sucessor de Calvino, Theodoro Beza, disse da pregação do reformador: “Cada palavra pesava uma libra”.

Calvino instruía freqüentemente sua congregação sobre como ouvir um sermão. Ele os ensinava o que procurar na pregação, em que espírito eles deveriam ouvir. Seu alvo era ajudar as pessoas a participarem do sermão o mais que pudessem de modo a alimentar suas almas. A atitude de alguém que vem para um sermão, dizia Calvino, deveria incluir “prontidão para obedecer a Deus completamente e sem qualquer reserva”. [6] “Nós não vimos para a pregação unicamente para ouvir o que não sabemos”, Calvino acrescentou, “mas para ser incitado a cumprir o nosso dever”. [7]

Calvino também alcançava os não salvos através de sua pregação, impressionando-os com a necessidade de ter fé em Cristo e o que isto significava. Ele deixava claro que não acreditava que todos no seu rebanho estavam salvos. Embora caridoso com os membros da igreja que mantinham um estilo de vida aparentemente recomendável, ele também referiu-se mais de trinta vezes em seus comentários e nove vezes em suas Institutas (contando apenas as referências de 3.21 a 3.24) ao pequeno número daqueles que recebem a Palavra pregada com fé salvífica: “Se um sermão é pregado, digamos, a cem pessoas, vinte o recebem com a obediência pronta de fé, enquanto o resto o toma como sem valor, ou ri, ou vaia ou detesta-o”, disse Calvino. [8] Ele também escreveu: “pois, embora todos, em exceção, a quem a Palavra de Deus é pregada, sejam ensinados, mesmo assim apenas um em dez, se tanto, o saboreia; sim, escassos um em cem aproveita ao ponto de ser habilitado, desse modo, a prosseguir num rumo certo até o final”.

Para Calvino, a tarefa mais importante do evangelismo era a edificação dos filhos de Deus na fé mais santa e convencer os incrédulos da hediondez do pecado, dirigindo-os a Cristo Jesus como o único Redentor.

Evangelismo em Genebra

Calvino não limitava a pregação à sua própria congregação. Ele também a usava como instrumento para divulgar a Reforma de um extremo ao outro da cidade de Genebra. Aos domingos os Estatutos Genebrinos requeriam sermões em cada uma das três igrejas na alvorada e às 9 da manhã. À tarde as crianças vinham para as classes de catecismo. Às três da tarde, sermões eram pregados novamente em cada igreja.

Durante a semana eram programados sermões em diferentes horários nas três igrejas nas Segundas, Quartas e Sextas. Ao tempo da morte de Calvino, um sermão era pregado em cada igreja, todos os dias da semana.

Mesmo assim não era suficiente. Calvino desejava reformar os genebrinos em todas as esferas da vida. Em seus estatutos eclesiásticos ele requeria três funções adicionais além da pregação que cada igreja deveria oferecer:

1. Ensino. Os doutores em teologia deveriam explicar a Palavra de Deus, primeiro em conferências informais, depois em ambiente mais formal da Academia de Genebra, estabelecida em 1559. Ao tempo da aposentadoria do sucessor de Calvino, Theodoro Beza, a Academia de Genebra havia treinado 1.600 homens para o ministério.

2. Disciplina. Os presbíteros designados dentro de cada congregação deviam, com a assistência dos pastores, manter a disciplina cristã, observando os membros da igreja e seus líderes.

3. Caridade. Os diáconos em cada igreja deviam receber as contribuições e distribuí-las aos pobres.

Inicialmente a reforma de Calvino encontrou dura oposição local. As pessoas particularmente objetavam a utilização pela igreja de excomunhão para reforçar a disciplina eclesiástica. Depois de anos de controvérsias, os cidadãos locais e refugiados religiosos que apoiavam Calvino ganharam o controle da cidade. Nos últimos nove anos da sua vida, o controle de Calvino sobre Genebra foi quase total.

Entretanto, Calvino desejava fazer mais do que reformar Genebra. Ele queria que a cidade se tornasse uma espécie de modelo do reino de Cristo para o mundo inteiro. Na verdade a reputação e a influência da comunidade genebrina espalhou-se para a vizinha França, depois para a Escócia, Inglaterra, Holanda, parte da Alemanha ocidental, e partes da Polônia, Tchecoslováquia e Hungria. A igreja de Genebra tornou-se um modelo para o movimento reformado inteiro.

A Academia de Genebra também assumiu um papel criticamente importante, pois logo se tornou mais que um lugar para se aprender teologia. Em “João Calvino: Diretor de Missões”, Philip Hugues escreve:

A Genebra de Calvino não foi uma torre de marfim teológico que viveu para si mesma. As naves humanas eram equipadas e reparadas neste porto…para que pudessem ser lançadas nos circunvizinhos oceanos das necessidades do mundo, encarando bravamente cada tempestade e cada perigo que as aguardava, a fim de trazer a luz do Evangelho de Cristo para aqueles que estavam na ignorância e escuridão de onde eles próprios originalmente vieram”. [10]

Através da influência da Academia, John Knox levou a doutrina evangélica para a sua Escócia natal; ingleses foram equipados para liderar a causa na Inglaterra; italianos tiveram o que necessitavam para ensinar na Itália e os franceses (que formavam a grande massa de refugiados) estenderam o Calvinismo para a França. Inspirados pela visão verdadeiramente ecumênica de Calvino, Genebra tornou-se o núcleo de onde a evangelização se espalhou por todo o mundo. De acordo com o Registro da Companhia de Pastores, entre 1555 e 1562, oitenta e oito homens foram enviados para fora de Genebra, para diferentes lugares do mundo. Estes dados são lamentavelmente incompletos. Em 1561, que parece ter sido o ano culminante da atividade missionária, o envio de apenas doze homens está registrado, enquanto que outras fontes indicam que perto de vinte vezes aquele número – não menos do que 142 – saíram em missões particulares. [11]

Esta é uma espantosa realização para um esforço que começou com uma pequena igreja se debatendo dentro de uma minúscula cidade – república. Contudo, o próprio Calvino reconheceu o valor estratégico do esforço. Ele escreveu para Bullinger: “Quando considero quão importante é este recanto (de Genebra) para a propagação do reino de Cristo, eu tenho uma boa razão para desejar que ele seja cuidadosamente vigiado”. [12]

Em um sermão em 1 Timóteo 3:14, Calvino pregou: “Que possamos atentar para o que Deus tem nos ordenado, que Ele teria prazer em mostrar Sua graça, não apenas sobre uma cidade ou um punhado de pessoas, mas que reinaria sobre todo o mundo; que cada um possa servi-lo e adorá-lo em verdade”.

NOTAS:

1 – Comentário sobre 2 Coríntios 2:12;
2 – Ibidem.
3 – Bonnet: Cartas de Calvino, 3: 134.
4 – Comentário sobre Gênesis 17:23.
5 – William Bouwsma: John Calvin: Um Retrato do Século Dezesseis (New York: Oxford, 1988), pg 29.
6 – Leroy Nixon: John Calvin: Pregador Expositivo (Grand Rapids: Eerdmans, 1950), pg 65.
7 – John Calvin: Opera quase supersunt omnia, 79: 783.
8 – Institutas 3.24.12.
9 – Comentário sobre Salmos 119:101.
10 – A Herança de João Calvino, ed. John H. Bratt, pg. 44.
11 – Ibid., pgs 45-46.
12 – Bonnet, Cartas de Calvino 2: 227

Fonte: Revista “Os Puritanos”, ANO XII: Nº 01: 2004

I CONFERÊNCIA MISSIONÁRIA DA JUNTA MISSIONÁRIA DE PINHEIROS

23/02/2011
TEMA: PRECISAMOS DE TRABALHADORES 

“Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Mateus 9.38)

Preletores:

Arival Dias Casimiro

Hernandes Dias Lopes

Roberto Brasileiro da Silva

Ronaldo Lidório

DATA: 12 A 14 DE MAIO DE 2011

LOCAL: ESPAÇO CULTURAL PRESBITERIANO DE PINHEIROS

Realização: Junta Missionária de Pinheiros

Apoio:

Presbitério de Pinheiros

Editora Z3 Idéias

Luz para o Caminho

PROGRAMAÇÃO

Dia 12, às 20h – Palestra de Abertura

Tema: Despertando vocações – Roberto Brasileiro.

Dia 13 – Sexta-feira

9:00 – Palestra. Tema: “Deus usa pessoas” – Ronaldo Lidório

10:15 – Intervalo

10:30 – Palestra. Tema: “Pessoas que precisam de uma nova oportunidade”- Arival Dias Casimiro

11:30 – Período em oração

12:00 – Almoço

14:00 – Oficinas de trabalho

15:15 – Intervalo

15:30 – Palestra Interativa: “Confissões de um obreiro” – Ronaldo Lidório

16:30 – Período em oração

18:00 – Jantar

20:00 – Palestra: Hernandes Dias Lopes

Dia 14 – Sábado

9:00 – Palestra:

10:15 – Intervalo

10:30 – Palestra:  – Hernandes Dias Lopes

12:00 – Almoço de encerramento

 

em abril teremos Workshop de Missões!!

21/02/2011

Workshop de Missões
Objetivo: Rever nossa forma de pensar e praticar Missões.
Público alvo: Todos os líderes de grupos de jovens (UMPs) do Estado de SP e pessoas interessadas no assunto
Data: 8 abr (entrada às 20h)
9abr (o dia todo)
10abr (saída às 15h)
Local: Acampamento Hebrom (50km de São Paulo)
Como chegar? Mapa disponível em:
www.acampamentohebrom.com.br
Preço: R$ 75  participantes de São Paulo (capital e Grande SP)
R$ 55 participantes  do interior
Inscrições: 
missoes@umpsaopaulo.com.br
Pagamento: Efetuar pgto NO ATO DA INSCRIÇÃO com Representante da Sec Missões OU
via transferência:
Bradesco
Ag 1860-0
CC 0051869-7
Favorecido: Fabio Eugenio Lavezo da Silva
CPF: peça ao Gui ou à Stê Arruda
Dúvidas: Envie um e-mail para missoes@umpsaopaulo.com.br
Fale com um dos membros da Secretaria de Missões OU entre em contato com Stephanie Arruda (11) 9996-4294 (stearruda@gmail.com)

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Portal IPB – http://www.ipb.org.br/portal/noticias/603-workshop-de-missoes-ump